Palavras. Músicas.Doce. Frio. Cobertor. Escuro. Amizade. Lágrimas. Sorrisos. Abraços. Amor.

 

Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada. Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável. Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada “dois em um”: duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável. Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos. Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto. Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas. Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém.

John Lennon (via poetizador)

E talvez coragem de verdade seja abrir mão de quem você ama, pois você sabe que por mais que seja amor, também é dor.

Palavras que Guardei

É muito complicado conseguir algo que você sempre quis,mas não aceitar que não foi do jeito que você sonhou.

Palavras que Guardei

“Eu não beijei você. A tequila beijou.”

Parei o carro.
— Cara. O quanto eu bebi?
— Me chame de burro, mas depois de certo número minha capacidade de contar foi derrotada.
— Você é um anjo, sabia? — e inclinou-se sobre o meu banco pra me beijar. Agarrou meu cabelo, na nuca, me prendendo por um tempo.
Segurei o queixo dela com a mão e retribui o beijo, mas logo a afastei suavemente, sem querer dar a impressão de estar rejeitando-a ou sei lá. Mulher é sensível, mulher bêbada é 10x pior. Deixei meu dedo indicador sobre nossas bocas, separando-as.
— Eu sou. Não tá vendo minhas asas?
Senti a mão subindo pelo meu joelho, coxa também, pelo lugar onde vem depois da coxa… O caminho todo até as costas, e senti indo pra baixo da minha camiseta.
— Não achei suas asas. Mas não sei se procurei com muita vontade. Arranhão. Com a outra mão, pegou o meu pulso. Deixei que fizesse o quê quis. Levou minha mão até seu rosto, e mordeu meu indicador de leve. Eu sorri.
— Se eu fosse você, fugiria.
— Mas você não é…
— Dez segundos de vantagem.
— Isso é uma insinuação de que eu tenho alguma deficiência ou?
— Eu poderia abusar de você nesse estado — mudei de assunto.
— Então abuse — com tom de voz de “você não é capaz”.
— Você bebeu… E tá fazendo coisas que não faria se estivesse sóbria.
— Obrigado pela análise, senhor psicólogo. Mas não dizem que o álcool só te leva a fazer o que você não tinha coragem quando estava sóbrio? Então. É meu caso. Sou louca por você.
Voltou a me beijar, dessa vez com mais vontade. Mantive os olhos abertos.
— Você não acha — eu disse relutante entre o beijo — que talvez seja hora de entrar?
— Boa ideia… — ela sussurrou com a boca colada na minha. — Vem comigo. Minha cama é grande. O sofá nem tanto, mas a gente pode ficar agarrados e aí…
Eu ri.
— Não… Você entra, e depois eu vou pra casa… Sabe. A minha. Sozinho. E você fica aqui. Na sua. Sozinha.
— Ou… A gente pode ficar aqui no carro e aproveitar o seu banco de trás. Adoro banco de couro.
Fiquei sério.
— Ok — ela disse quando viu minha expressão, levantando as mãos como se rendesse. — Mas eu vou precisar de ajuda.
Desci do carro e corri até a porta dela, abrindo-a em seguida. Estendi a mão e ela a pegou. Andamos em direção casa e ela entrelaçou os dedos nos meus, apertando nossas mãos. Gay, pensei… Mas não tão ruim. Ela tropeçou algumas vezes, nos próprios pés, e ria alto de si mesma, o som ecoando pela rua vazia. Soltei sua mão quando chegamos à entrada e me virei de frente pra ela.
— Chave? — perguntei.
— No meu bolso de trás — ela respondeu, com um sorrisinho.
E lá vamos nós…
— Então me dá — estendi a mão.
Vem pegar.
Tive a leve, levíssima impressão que ela não se referia apenas a chave.
Ok, sei jogar esse joguinho. Puxei-a pela cintura até que o corpo dela ficasse colado ao meu e não desgrudei meus olhos dos dela. Desci minha mão, até chegar no bolso de trás e enfiei a mão nele, pegando as chaves em seguida. Confesso que deixei a mão lá um pouco mais do que o necessário. Sorri. Ela sorriu de volta como se dissesse “perdi a batalha, mas não a guerra”. Andei até a porta e enquanto tentava abrir, um pouco atrapalhado com as chaves, senti uma mão subindo pelas minhas costas, por baixo da camiseta… De novo.
— Você não cansa?
— De você? Eu não.

Ri de novo.
— Sério… — enquanto descia a mão pra minha bunda. — Se eu fosse, sei lá, prefeita? Eu ia decretar uma lei onde você não pudesse usar camiseta. Nunca.
Virei-me.
— Sério. Para com isso.
Tentei falar no tom mais sério possível Ela ficou na pontinha dos pés, pegou meu rosto entre as mãos e me deu um selinho, depois fez um bico. Derreti um pouquinho.
— Ok.
— Ok — repeti. — Vou te colocar na cama.
— Ficar comigo lá também?
Fiz uma careta.
— Até eu dormir.
— Vou pensar no seu caso.
Entramos em casa, e ela puxou meus braços por cima dos ombros dela. Abracei-a por trás, dei um beijinho na bochecha enquanto subia com ela pelas escadas e pensei que aquilo tudo realmente era muito, muito gay e se ela fosse contar pra alguém, eu negaria que esse lance de entrelaçar dedos e abracinhos aconteceu. Depois que tive certeza que ela não ia vomitar tudo que tinha bebido nem me assediar um pouco mais, coloquei-a na cama e deitei uns 15 minutos com ela, de conchinha. De novo, gay…
— Pietro? — com a voz sonolenta.
— Alice — respondi.
— Obrigada.
— Por?
— Não ter se aproveitado.
Mais 10 minutos.
— Alice?
— Pietro…
— Dorme bem.
Mais uns beijos.
Mas só quando cheguei no carro me toquei que nenhum neles tinha tido gosto de álcool.

Do meu arquivo secreto, Vinícius Kretek (via 27-06)

(…) E pra te falar ainda mais a verdade, eu acho mesmo que você foi o príncipe que eu esperei a vida inteira. Você chegou e me levou embora. Levou embora a menina que tinha medo de sentir a vida e esperava uma salvação para tudo. Quem sobrou é essa desconhecida que se conhece muito bem em suas bizarrices, lê jornais todos os dias, substituiu o bege pela cor do verão, tem uns pais gente boa ainda que malucos, adora os poucos e estranhos amigos, não espera mais pelo cavalo branco, mas fica ansiosa pelo início da novela e talvez esteja pronta para amar de verdade. Amar um homem e não um príncipe.

Tati Bernardi.  (via palavrasconfusas)

(Source: brendaacs)

Para alguns garotos é muito mais fácil fazer a vadia feliz durante uma noite, do que ser homem o bastante para a garota certa todos os dias.

(PQG)

Quando as pessoas se importam umas com as outras, sempre dão um jeito de fazer as coisas darem certo.

O milagre (via nicholassparksfrases)

… porque só quem se sente confortável ao lado de outra pessoa pode ficar sentado sem falar. Esse é o grande paradoxo.

Nicholas Sparks (via fiqueiencantada)


 Faça por você. Não faça porque parece legal ou qualquer coisa.
 Hayley Williams

 Faça por você. Não faça porque parece legal ou qualquer coisa.

 Hayley Williams

(Source: th-ereason)

Quando ela era apenas uma garota, ela esperava o mundo.Mas ele vôou fora de seu alcance,e ntão ela fugiu em seu sono.

Paradise - Coldplay